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Soul e o Sentido da Vida

Atualizado: 12 de fev. de 2021

Vale a pena morrer por esse negócio que é viver?



Penso em tirar os finais de semana para realizar postagens sobre filmes e livros que assisti ou li e que tem mensagens importantes as quais gostaria de compartilhar com vocês. Pois bem, iniciando essa série gostaria de começar esse ano, que promete ser de vida pós-morte, de renovação, falando sobre o Filme Soul.


Comecei a assistir ao filme nem sabendo sobre o que se tratava, mas só de ver que os personagens principais eram negros e negras me interessei. Acabei mergulhando em uma narrativa profunda sobre o sentido da vida. O filme fala sobre um músico, pianista de jazz, um tanto quanto frustrado, que acabou virando professor de ensino fundamental/médio, mas que tinha o sonho de tocar em uma grande banda de Jazz. Finalmente quando ele é contratado para tocar em uma banda famosa, ele morre.


A partir disso, somos levados ao mundo pós vida, onde nada feito no filme é simplista e baseado em narrativas de concepções religiosas. O Filme trata o pós-morte como um lugar de energias, circulação, passagem de ensinamentos, lugar de aprendizado. Lá todos antes de virem a terra como novos habitantes passam por uma mentoria. O mentor, então é responsável por ajudar aqueles que ainda não nasceram a encontrar sua habilidade faltante, seu propósito.

Não quero entrar em mais detalhes do filme, mas gostaria de questionar, qual é o propósito da vida? Existe tal coisa?


O filme me lembra algo que retorna na minha clínica, a grande possibilidade que é o viver. Ao nos determinarmos por um caminho fixo, perdemos a dimensão de que o sentido da vida é o próprio fazer seu sentido, o viver e estar vivo, se conectar com a imensidão de possibilidade que é o nada que nos determina. Ou seja, ao descobrir que não há um propósito pré-estabelecido por algo ou alguém, podemos ser e fazer tudo!


Obviamente observando as condições históricas e sociais da nossa existência, somos parcialmente livres para navegar pelas possibilidades, descobrir caminhos, nos reinventar, sofrer, amar, viver, tocar, dançar, ler, e no final de tudo, morrer.


Me conta, o que é o sentido da vida para você?


 
 
 

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